terça-feira, 21 de março de 2017

Patrimônio imaterial

Mody Sissoko chegou a Mantova ano passado.
Depois de longos dias viajando, cansado e desgastado, enfim se encontra na Piazza Sordello.
A primeira pergunta do jovem Maliano de 29 anos é se tudo aquilo era patrimônio cultural da Unesco e aonde estavam os imateriais.
O refugiado se formou em Turismo e tem entre seus temas de interesse a Carta di Kurukan Fuga que para eles é uma Constituição.
Este legado também faz parte da Organização das Nações Unidas para educação, ciência e cultura e fala dos direitos humanos e da abolição da escravidão.
Sissoko está tendo a oportunidade de mostrar aos seus conterrâneos e aos italianos o seu conhecimento e a história do seu país.
Um país de maioria muçulmana, onde ainda é muito difícil sobreviver.
A conferência na língua francesa foi prestigiada com sala cheia na biblioteca da cidade.
Independente da nação, da raça e do credo todos nós estamos buscando algo melhor.
Ou sair da guerra, ou da pobreza, ou do extremismo da religião e ainda da insegurança dos dias atuais.
Uns são livres, outros escravos da vida, outros escravos de si mesmo.
Entender que todos temos culturas diferentes e interagir com essas culturas é sinal de grandeza que talvez poucos se permitam.
Temos que vivenciar e nos adaptar ao lugar que vivemos, mas também temos que conhecer as outras histórias, principalmente para compreender o porquê das pessoas agirem de uma ou outra forma.

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